segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Carta aberta aos trabalhadores e trabalhadoras,

Diante de inverdades que vem sendo propagadas de forma abominável e covarde, queremos esclarecer o que segue:

O movimento sindical ainda é majoritariamente masculino. Em 2012, quando nosso sindicato passou a ser conduzido por uma mulher, houve muita resistência e após todos estes anos, nosso grupo analisou o quanto a nossa diretoria precisava amadurecer para tornar o SITRAMICO-RJ um sindicato mais plural e humano. Foi um mandato difícil, mas fomos vencendo as barreiras e aos poucos conseguimos tomar as rédeas da situação. Mesmo assim, tivemos problemas. Muitas coisas estão sendo ditas nas bases. Por isso, pedimos um tempo da sua atenção para esclarecer alguns pontos:

As nossas ações:
  • Fizemos obras na sede que há mais de 20 anos esperava por melhorias, além de restauração na Colônia e da via de acesso, para voltar a funcionar.
  • Melhorias e a reconstrução do setor jurídico que passava por dificuldades e tinha a insatisfação dos trabalhadores. Trabalhamos com afinco e resolvemos essas questões.
  • Melhoramos o setor de saúde e segurança do (da) trabalhador (a), além da construção interna do setor de comunicação dando mais visibilidade e ampliando as informações junto à base.
  • Negociamos os acordos e convenções com firmeza e transparência, sempre informando aos (as) trabalhadores (as) os problemas que estavam acontecendo.
  • Trabalhamos para dinamizar a participação aos trabalhadores nas bases.

Nossa avaliação sobre o cenário:

Não podemos deixar a burocracia impedir nosso trabalho, mas, apesar disso, muitos de nossos companheiros estavam acostumados a essa burocracia. Tinham medo de visitar as bases e lutar junto com a categoria. Eram companheiros valorosos de outros mandatos, mas por razões que desconhecemos, deixaram a desejar.
Com a ajuda de outros (as) Diretores (as) que continuavam comprometidos com a luta sindical, mantivemos o SITRAMICO-RJ em pleno funcionamento. Trabalhamos muito. Chegamos a ultrapassar 12 horas diárias, tomando frente das mais diversas causas em diferentes segmentos, como Distribuição de Combustíveis, GLP, Setor de Minérios, entre outros. Além disso, sempre apoiamos solidariamente a luta de outras categorias, que retribuíam este ato participando de ações em defesa da nossa. Para o nosso grupo, o primeiro lema do Sindicato “União e Força” continua sendo Lei.

A Colônia de Férias:

Tivemos a primeira grande perda quando afastamos o companheiro que dirigia a Colônia. Por problemas gerados na sua gestão, quase tivemos um grande prejuízo financeiro resultante de processo judicial. A luta foi grande. Era dinheiro dos trabalhadores que estava em jogo. Graças à competência de nosso corpo de advogados conseguimos reverter a situação.
Logo depois, instituímos uma comissão para ajudar na gestão da Colônia de Férias com diretores de vários segmentos. Mas, começamos a receber algumas denúncias de trabalhadores sobre a atuação deste grupo.
Mais uma vez, quando pensamos que estávamos no caminho certo, os interesses individuais daqueles que estavam gerenciando a Sede Campestre passaram a prevalecer sobre o coletivo e infelizmente, essa Comissão, que tinha todo o nosso apoio para melhorar a gestão da Colônia, não deu certo.
Por fim, contratamos uma consultoria em hotelaria para viabilizar a gestão da Colônia em médio e longo prazo e um profissional com ampla experiência na área. Estamos organizando a casa. A ideia é garantir maior conforto e tranquilidade para que cada vez mais trabalhadores possam usufruir da nossa Sede Campestre.

Denúncias:

No início de 2014, recebemos denúncias de investidas de diretores nas assembleias. Segundo relatos, refaziam votações e atropelavam os questionamentos dos (as) trabalhadores (as) até conseguir a aprovação de convenções. Vários trabalhadores (as) nos alertaram, ainda, sobre conchavos entre diretores do sindicato e empresas, em processos de trabalhadores (as).

Sobre a oposição:

Entendemos que é legítima a organização dos trabalhadores e trabalhadoras em participar da eleição para a direção do SITRAMICO-RJ. É importante debater ideias e apresentar propostas para melhorar a atuação do sindicato junto à categoria, mas não podemos concordar com manipulação dos fatos.
Muitos trabalhadores (as) que conhecem nossa atuação tem nos relatado a baixaria feita nas bases. Comentários sexistas e caluniosos que omitem a falta de preparo no debate sobre a atuação sindical.
A dita “oposição”, na verdade é composta por 15 diretores que já faziam parte do SITRAMICO-RJ, durante a atual gestão. Em seus discursos, estes senhores omitem suas ações e atribuem perdas aos integrantes da Chapa 1, mas devemos esclarecer alguns pontos:

  • Quantidade de Sindicalizados: Em 2005, quando assumimos o Sindicato, havia cerca de 5 mil associados (dado que pode ser visto, inclusive, no livro de 75 anos do SITRAMICO-RJ, disponível no nosso site). Atualmente, mesmo com a saída dos frentistas da nossa base, por causa de um processo judicial perdido pela nossa ex-federação nacional, mantemos cerca de 4 mil sócios. Ou seja, a acusação de que houve em nossa gestão (2012-2015) a redução de 10 para 4 mil associados, não procede.
  • Sede e Subsedes: Assim como ocorreu em 2012 na recuperação dos acessos à Colônia, há um plano de investimento e melhorias das instalações e serviços prestados pelas Subsedes Ilha do Governador e Duque de Caxias. Queremos melhorar os atendimentos realizados nestas unidades, bem como aumentar o acesso à Colônia de Férias. 
  • Negociações Salariais: Especializamos as negociações. Hoje, contamos com a assessoria do Dieese, assessoria jurídica e de SMS que nos ajuda a conquistar melhores salários e condições de trabalho para toda a categoria. O que está em jogo numa mesa de negociação é a vida de trabalhadores (as) e não podemos fazer nada sem pensar. Assessoria é o que não nos falta. Prova disso, são os acordos e convenções coletivas conquistados nos últimos anos.

A nossa Chapa:

As 20 novas lideranças que compõem a Chapa 1 nos fizeram acreditar novamente que é possível. A Chapa 1 é composta por 37 trabalhadores e trabalhadoras, cheios de garra, com ideias novas, força, respeito e bem conceituados em suas bases. Experientes e com fé no ser humano, respeitam as pessoas e a democracia, são honestos e sinceros.

Estamos construindo um sindicato cidadão, respeitado, que luta ao lado dos (as) trabalhadores (as)!

Acima de tudo, queremos um sindicato com os trabalhadores participando ativamente das decisões e fortalecendo a organização que o representa!  

Contamos com vocês para continuar melhorando! Os trabalhadores e as trabalhadoras fazem a diferença. Por isso nos dias 20, 21 e 22 de outubro,  VOTE NA CHAPA 1!

Companheiros (as), nossa luta é de verdade! Por pessoas que estão na base dia após dia e esperam um sindicato combativo e atuante.

Por novas ideias, vote Chapa 1.

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